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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

"Pedra no Céu", Isaac Asimov


Autor(a): Isaac Asimov
ISBN: 9788576573210
Páginas: 312
Editora: Aleph


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Tenho que admitir que Asimov demorou um pouco para cair em minha graça. Arrisquei conhecê-lo através de sua obra máxima, Fundação, e hoje vejo que não foi a escolha mais acertada. Apesar de ter percebido a grandiosidade de sua história, o envolvimento com ela não me foi satisfatório. Passei por outra obra do autor, O Fim da Eternidade, e, por ele, tive a certeza de que queria ler mais do autor, muito mais. 

Pedra no Céu, sua primeira obra, foi um ótimo livro para dar sequência à essa empreitada. Nele, um cara comum, Schwartz, viaja no tempo, sem querer, para uma Terra radioativa, praticamente esquecida no meio de milhões de planetas que compõe o Império Galáctico.

O diferente foi o que mais me preencheu durante toda a leitura. Um planeta que, assim como para Schwartz, me era completamente desconhecido, com novos costumes, aparatos tecnológicos, sistema político e biológico próprios - afinal, passaram-se centenas de anos. E para nos apresentar esse novo mundo, acompanhamos vários personagens que permearão a vida desse recém chegado terráqueo. Um deles, em especial, vai compartilhar um pouco do estranhamento de Schwartz, é o arqueólogo Arvardan. Por ser de outro planeta, ele vai se deparar com situações em que vai refletir sobre alguns dos costumes terrestres. Mas a todo instante somos levados a ponderar um pouco sobre os pontos de vistas dos personagens; já que, além desses dois "estrangeiros", vemos também políticos que foram designados à Terra dialogando com cientistas terrestres sobre como estes últimos são vistos galáxia a fora.

"- Enquanto se acreditar nisso, procurador, e enquanto nós da Terra formos tratados como párias, vocês encontrarão em nós as características às quais se opõem. Se nos pressionam além do que é tolerável, não é de estranhar que pressionemos de volta? Odiando-nos como nos odeiam, será que vocês podem reclamar de nós, a nosso turno, os odiemos também?" (pg.59)

Uma leitura instigante e intrigante, com personagens diferentes que evidenciam o diferente do outro - seus costumes e visão de mundo. Apesar do desfecho um pouco apressado e com um quê de deus ex machina, foi uma leitura muito prazerosa. Um livro para se começar a adentrar na ficção científica.


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