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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

"O Mundo Perdido", Michael Crichton


Autor(a): Michael Crichton
ISBN: 9788576573050
Páginas: 488
Editora: Aleph

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Depois que li Jurassic Park, havia me esquecido completamente que havia uma continuação. Até esta ser anunciada pela editora. Para quem gostou do primeiro livro, vai gostar de voltar a andar no meio dos dinossauros. Quem ainda não adentrou nesse mundo, ou quem apenas viu os filmes, pode até escolher por qual dos livros começar, já que a relação entre eles não é determinante para o desenvolvimento da história - pontos do primeiro livro que são contados neste, não estragam a experiência de leitura. 

Carcaças de grandes animais estão aparecendo em algumas praias da América Central, e correm boatos sobre a InGen estar por trás de uma ilha com dinossauros, algum suposto parque... apenas boatos. Corroborado com o aparecimentos dessas carcaças, o Dr. Levine acredita ser possível encontrar um Mundo Perdido - uma ilha natural cujo ambiente conseguiu permanecer preservado desde os tempo pré-históricos. Ele encontra a suposta localização dessa ilha e parte para investigar.

Trazendo alguns aspectos parecidos com o livro anterior, mudando "apenas" o ambiente em que os dinossauros estão inseridos, o foco dessa história é a tentativa de compreender, num ambiente fechado e aparentemente controlado, como se deu a extinção dos dinossauros. Os personagens levantam pontos muito importantes para as próprias relações humanas - para mim, foi impossível não fazer essas correlações. Sempre pensando dentro do método científico, Malcolm, Levine e Harding, numa mistura de conhecimento empírico e teórico, discutem sobre a interação meio ambiente-seres vivos. Com isso, eles questionam a teoria mais aceita sobre a extinção, o Evento K-T, o impacto de um grande meteoro com a Terra. 


Um aspecto que Michael Crichton acertou em cheio foi nos trazer uma história com aquele gosto de filme de aventura - para quem viveu os anos 90, terá a sensação nostálgica de um filme de sessão da tarde - mesclado à pensamentos científicos e todos os desdobramentos que possam haver sobre a vida na Terra. Isso deixou, pra mim, a leitura muito fluida e o gostinho de, a todo instante, saber o que vai acontecer logo em seguida. Tirando alguns clichés bem "filme de sessão da tarde", como algumas das cenas com as crianças, um ponto que me incomodou um pouco foi quando eles falam de evolução. A forma com que falam parece tudo muito fácil. Tal espécie precisa de alguma característica para sobreviver? Pronto, ela se desenvolve. Isso acabou por tirar um pouco do peso do tempo que o processo evolucionário leva à acontecer. Mesmo assim, não foi algo que tirou meu prazer com a leitura. Muito pelo contrário, são quase 500 páginas que foram devoradas vorazmente.


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