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quinta-feira, 16 de junho de 2016

"A Ilha de Pandora", I. J. Duque


Autor(a): I. J. Duque
ISBN:9788579616624
Páginas: 138
Editora: Multifoco

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Potencial. Grande. Esse é meu primeiro pensamento ao concluir minha jornada à Ilha de Pandora.

O jovem Dimitri sempre viveu em Stonechest ouvindo as histórias dos pescadores locais sobre a misteriosa Ilha da Adaga, também conhecida como Ilha de Pandora. O que havia lá? Ninguém sabia. Só o que era certo é que àqueles que iam em busca desse pedaço de terra no meio do oceano, nunca regressavam à sua terra natal. Mas isso nunca impediu Dimitri de sonhar um dia ir atrás desse lugar.

Após um trágico acidente, Dimitri se vê impelido à buscar um objetivo para si mesmo, e a Ilha parece ser seu único destino. E, com ele, iniciamos nossa própria jornada...

Ao longo da leitura fui percebendo vários tons que permearam a viagem do personagem rumo ao seu objetivo: uma mistura de jovem adulto, com road trip e thriller de suspense; sempre permeado pelos fortes sentimentos de Dimitri. Tais sensações e afetos são tão carregados no personagem que parece transcender as páginas do livro e atingir o leitor.

"Nos meus eus, nos teus meus, nos nossos individuais, e no singular plural de um confusão bem resolvida de um mistério nada secreto, eu, que me mantenho alto por algumas doses, por sensações jamais sentidas, por beijos jamais dados, arrependo-me de ser ma peça de um jogo marcado para ser perdido, de um coração determinado a ser quebrado, giro meus pés e sacudo meu corpo numa pista de dança que toca o ritmo mais frenético de volúpia". (pg.67)

Esses aspectos, pra mim, são os pontos altos do livro. Elementos que permitiram me sentir envolvido com Dimitri e Henri (seu melhor amigo) e ansiar por acompanhar sua viagem. Mas a narrativa teve seus percalços. A revisão me fez tropeçar muito nessa estrada, com palavras que não deveriam estar ali; com vírgulas que deveriam estar; com parágrafos que, apesar de ter um sentido que me agradou muito, precisaria ser melhor construído. Desde o começo da trama, eu senti uma atemporalidade que me agradou bastante, mas, com as excessivas referências à obras literárias e músicas de nosso tempo, acabou me tirando essa sensação.

Apesar desses altos e baixos, quando terminei o livro e olhei pra trás, vi uma estrada cheia de pedras que me colocaram algumas dificuldades para caminhar. Mas, quando olhei pra frente, me deparo com uma paisagem que me agradou muito, com um desfecho que encerra muito bem o arco do personagem.


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