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segunda-feira, 21 de março de 2016

"Um beijo inesquecível", Julia Quinn


Autor(a): Julia Quinn
Série: Os Bridgertons vol.7
Páginas: 272
Editora: Arqueiro


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skoob

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Pensei seriamente que a Julia Quinn não ia conseguir me fazer gostar do livro da Hyacinth, a irmã Bridgerton que menos gosto, mas essa leitura virou mais um caso onde minha expectativa com certeza não é correspondida e só posso dizer: ainda bem!

Em "Um beijo inesquecível" encontramos a Bridgerton mais franca vivendo o grande dilema de não conseguir se casar. Na verdade, Hyacinth não consegue se interessar por nenhum pretendente já que os mesmos não parecem se equiparar com ela no quesito inteligência. Já Gareth St. Clair tem uma fama bastante verdadeira de conquistador, mas evita se envolver com moças de boa família. A única coisa que inicialmente os une é Lady Danbury, avó de Gareth e amiga de Hyacinth. Quando Gareth tem em mãos um diário que foi da avó paterna e precisa de tradução, Hy se mostra interessada na tarefa e, entre uma ironia e outra, a amizade surge entre eles e vai crescendo conforme os dois descobrem que tudo que procuram está no outro. 

Claro que a Hy me mostrou um lado pouco explorado nas suas aparições nos livros dos irmãos: um que ama a família e ama a Lady Danbury. Claro, ela tem uma personalidade bastante singular e esse parece ser o motivo de não arranjar marido. Imagina uma mulher inteligente que não tem medo de falar o que pensa? Se isso assusta muito marmanjo hoje em dia, não deveria ser lá o maior atrativo do mundo para a sociedade inglesa daquela época.

Mas o Gareth, apesar de saber que a personalidade da Hy não era fácil, parece se dar muito bem com ela e começa uma amizade cheia de bom humor e tiradas sarcásticas. Os dois tem química e todo mundo já sabe no que vai dar, não é mesmo?

Gareth me conquistou de cara e eu não tenho dúvidas que foi pela falta que sentia de ter uma família. Sim, ele tem a avó e e a ama muito, mas como ele não cansa de falar, não tem mais ninguém. A relação entre ele e o pai não pode ser descrita como nada menos que horrível e ninguém deveria passar por momentos assim. Então, quando lia as partes em que ele mostrava esse lado solitário e carente foi impossível não simpatizar com o personagem.

Lady Danbury é uma personagem bastante requisitada nos livros da Julia, e neste ela faz parte de uma forma mais decisiva, até mesmo do que em "O segredo de Colin Bridgerton". Ela tem uma relação linda com o neto assim como se vê nas atitudes de Hyacinth. Hilária é a única palavra que me vem para descrever quando os três estão juntos. Ironia e sarcasmo tem de sobra na conversa e eu passei muita vergonha no ônibus rindo dessas interações. 

Voltamos a ter a mãe Bridgerton e toda sua sabedoria neste livro, principalmente com momentos muito emotivos. Estava sentindo falta dos belos conselhos e das estratégias de casamento dela. Outro que dá o ar da graça em uma cena particularmente adorável e engraçada é o Antony. Foi muito divertido e meio que dá uma ideia do que é participar de uma família enorme ao Gareth. Temos algumas participações de outros Bridgertons como Daphne e Gregory, mas nada do Colin (que mancada, Julia Quinn!).

Como fã da série me senti bastante satisfeita e feliz de ainda poder contar com algumas surpresas mesmo depois de sete livros. A Julia Quinn realmente me fez gostar da Hyacinth e eu me vi muito envolvida com as questões familiares do livro. A narrativa continua fluida, divertida e sempre dá uma ênfase maravilhosa a personalidade das protagonistas. Agora estou ansiosa para o livro do Gregory.

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