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sábado, 3 de outubro de 2015

"Objetos Cortantes", Gillian Flynn

Autor(a): Gillian Flynn
Páginas: 254
ISBN: 9788580576580
Editora: Intrínseca

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Que eu sou fã da Gillian Flynn vivo dizendo o tempo inteiro em alto e bom som. A autora cria personagens femininas complexas e que fogem dos arquétipos ligados à imagem da mulher. Em um mundo onde a representação feminina ou é secundária ou é relegada a uma posição de fragilidade, Flynn faz parte de um seleto grupo de autoras que vai de encontro a isso. E faz um trabalho muito competente.

Comecei a ler as obras da autora com seu livro mais recente e mais conhecido: Garota Exemplar. Há pouco tempo li o perturbador (e excelente) Lugares Escuros e, por último, pude conhecer sua primeira incursão no mundo das letras: Objetos cortantes.

Como seus outros livros esse também é perturbador e incomoda. Camille é uma jornalista de segunda categoria que se vê praticamente obrigada a ir fazer uma matéria sobre os assassinatos de duas crianças que aconteceram em sua cidade natal, ambos com características semelhantes. O problema é que ela tem um passado complicado com sua família, e voltar para casa é bem complicado.

Objetos cortantes é o tipo de livro que te empolga e te faz desejar chegar ao final para saber até onde tudo vai dar. Só que a cada página o leitor se enoja mais com a perversidade dos personagens.

A narrativa da Gillian é fluida e a forma como ela escreve é bem característica para quem já conhece as suas outras obras. É impressionante como seu primeiro livro é maduro para uma escritora iniciante.

Os temas são relevantes e alguns colocam em perspectiva nossa sociedade patriarcal. Estupro, responsabilidades da maternidade e automutilação são alguns dos assuntos tratados em Objetos cortantes. Temas polêmicos e que precisam ser discutidos.

Não é um entretenimento vazio. Como tudo que a Flynn tem escrito, é importante para questionar os papéis em nossa sociedade. É uma leitura feita para tirar da zona de conforto e te fazer pensar em como tudo está virado ao avesso.


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