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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

"Eu estive aqui", Gayle Forman

Autor(a): Gayle Forman
Páginas: 240
ISBN: 9788580414233
Editora: Arqueiro

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Este é meu quinto livro da Gayle Forman e o que me chamou a atenção em seus escritos é o tema. Por mais que em alguns momentos ela caia um pouco no clichê, sempre tem um assunto base que me faz querer ler o livro e torna a leitura rápida.

Em "Eu estive aqui", encontramos a Cody que tenta lidar com o suicídio da melhor amiga, Meg. Em meio ao seu sofrimento, ela aceita o pedido dos pais da amiga para buscar suas coisas no dormitório da faculdade e este ato a faz descobrir algumas coisas sobre o possível motivo que levaram a amiga a uma ação tão drástica. Inconformada com a morte da amiga e com o distanciamento que as duas recentemente viveram, Cody começa a investigar a vida de Meg, deparando-se com um dia a dia e pensamentos nunca antes divididos com ela pela amiga.


O grande trunfo do livro com certeza é o foco nos mistérios da vida de Meg. Como Cody não sabe o que levou a amiga ao suicídio, suas dúvidas tornam-se as do leitor e sua busca, a nossa. Cada pista, cada sinal ou cada conclusão referente ao ocorrido me deixava cheia de teorias

A autora usa o tema para falar um pouco sobre como as pessoas lidam com o assunto e como tem em todo lugar, os que se aproveitam dos momentos do desespero. E como também existem aqueles que não percebem o sofrimento do outro.

Tenho praticamente obsessão por tramas onde a família tem participação e é interessante como a dinâmica familiar de Meg e Cody são diferentes. Enquanto Cody praticamente cresceu sem uma base familiar forte em casa, Meg teve uma família sem muitos luxos, mas extremamente unida e forte. Essa diferença entre a criação das duas levanta alguns questionamentos por parte de Cody que são muito válidos de se refletir.

Gostei praticamente todo o enredo do livro, mas o envolvimento amoroso da protagonista não me conquistou. Não sei se é porque para mim fica na cara o que vai acontecer, ou porque nenhum dos dois personagens foi capaz de me cativar neste sentido, mas simplesmente não me agradou. Talvez o assunto principal do livro tenha me ganhado tanto que não sobrou nenhuma vontade de saber os desdobramentos românticos.

Como já falei, eu gosto do desenvolvimento dos livros da Gayle e como ela tenta diversificar seus temas. Ela adapta sua linguagem para dar realismo ao que se lê, como por exemplo, os palavrões e expressões usados por Cody e Ben. Seus personagens não são nada perfeitos e cheios de questionamentos realistas o que aproxima o leitor dos seus dramas. Foi o livro dela que mais gostei e não sei se tem relação como o fato de ser baseado em uma história real, a qual a Gayle comenta no final do livro, ou se foi simplesmente porque os sentimentos que ela quis passar conseguiram me atingir. Seja qual for o motivo, vale a pena ler “Eu estive aqui”.

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