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sexta-feira, 20 de março de 2015

Magia ao Luar (Woody Allen – 2014)

Há quem diga que o Woody Allen é tão genial que mesmo quando produz um filme não tão incrível, ainda é tem um produto melhor do que o da maioria.

De certa forma também penso assim.

Como boa fã do trabalho do cineasta sei que não são todos os seus filmes que podemos chamar de geniais (qual diretor que tem uma filmografia onde todos os seus filmes são impecáveis? Nenhum, né?!). A grande questão quando falamos dele, é que mesmo quando o filme não é inesquecível, em meio a tantas produções fracas, suas obras ainda valem a pena ser vistas e são boas de se assistir.

É o que acontece com Magia ao Luar.

O filme conta a história de Stanley (Colin Firth), um famoso mágico que é cético com relação a tudo na vida. Seu pessimismo incomoda aos outros e até a ele mesmo. Um dia um outro mágico amigo dele o incumbe de uma missão. Pede para ele desmascarar uma médium. Stanley é conhecido por desmascarar charlatões. É claro que ele aceita o desafio e parte para conhecer Sophie (Emma Stone), a jovem médium que está atraindo atenções. 

Não posso dizer que o filme me trouxe nada de novo. Conheço o trabalho do Woody Allen e a fase que ele está com seus filmes. Por conta disso pude imaginar o desenrolar da história. Apesar de não ter tido muitas surpresas com a trama, não posso deixar de dizer que, como sempre, alguns questionamentos clássicos do autor/cineasta estão no filme e continuam interessantes de se ver e pensar sobre. O pessimismo, a questão da mortalidade, as crenças religiosas, são alguns dos temas que já são comuns.

A fotografia, direção de arte e trilha sonora são pontos característicos também. Seguem o padrão Woody Allen e são competentes, mesmo que façam parte do lugar comum do diretor. As atuações são convincentes. Pessoalmente acho um prazer ver o Colin e a Emma atuando. E o elenco de coadjuvantes é cheio de rostos conhecidos e que estão bem em seus papéis. 

Um filme divertido, leve, que não vai mudar a sua vida nem se tornar inesquecível, mas vai te fazer ter uma hora e meia de prazer, com um filme de um diretor extremamente competente; que mesmo quando não está no seu melhor, ainda assim é muito bom.


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