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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

"O Nome do Vento", Patrick Rothfuss

Autor(a): Patrick Rothfuss 
Série: A Crônica do Matador do Rei: primeiro dia
Páginas: 656 
ISBN: 9788599296493 
Editora: Arqueiro


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O que falar de um livro que você acabou de ler pela segunda vez? Isso mesmo, esta foi a segunda vez que li O Nome do Vento. Louco por livros de fantasia, não resisti e comprei The Name of the Wind em 2009, assim que foi lançado; mas como, na época, eu não era proprietário do Restaurante da Mente, não pude compartilhar com ninguém essa incrível obra.

Musical.

Acho que essa palavra pode definir essa obra. Musical. As palavras dançam em sua mente de acordo com o ritmo da narrativa. Nos sentimos ao lado de Kvothe, Bast e o Cronista, enquanto Kvothe narra suas aventuras, e ainda, parece que estamos numa taverna ouvindo um bardo cantar as aventuras de um herói.

Não sei se a palavra certa seria herói. Kvothe é conhecido por vários nomes, Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, o Arcano; e Kvothe, o Matador do Rei. Cada nome desse possui uma estória por trás a ser contada, e desta vez seremos apresentados a verdadeira estória, contada diretamente por quem a vivenciou.

Então pegue um banco, uma caneca de hidromel e escute.

Neste primeiro volume Kvothe nos conta sobre sua infância com a trupe de artistas, os Edema Ruh, liderados por seu pai, e seu aprendizado como artista. Conhecemos Abenthy, um Arcano, que apresenta ao jovem Kvothe suas primeiras simpatias, e o poder que vêm com seu conhecimento. Abenthy desperta em Kvothe o desejo de ir para a Universidade e, principalmente, entra na biblioteca, onde há 10 vezes 10.000 livros.

Essa balada que Kvothe nos conta passa pelo trágico acontecimento que o faz se separar da trupe, seu primeiro encontro com o Chandriano, com as dificuldade que ele passou morando nas ruas de Tarbean, e de sua astúcia para sobreviver. E como ele conseguiu chegar na Universidade e, lá, começar a criar as estórias por trás de seu nome, como, por exemplo, o motivo dele ser considerado o Sem-Sangue.

Dentro da Universidade conhecemos seus melhores amigos, Wilem e Simmon, seu inimigo, Ambrose, e os professores, uns amigos, ou que acabam por fazer de tudo que Kvothe não consiga continuar com seus estudos. E, é claro, o grande amor de nosso personagem, Denna.

O Nome do Vento é um livro sem igual. Eu o considero um livro de fantasia, mas ele não é igual a nenhum outro, pois os elementos fantásticos estão diluídos em sua narrativa. Não há uma missão para salvar o mundo das forças do mal, não há monstros para serem derrotados, pelo menos não os que estamos acostumados a ver. É uma estória sobre família, amizade, amor, e vingança. Apesar desse meu amor todos pelo livro, consigo dizer algo ruim dele. Como qualquer música, há trechos chatos, ou por causa da melodia, ou por causa da estória. Tiveram momentos em que minha leitura não fluiu, mas nada que me fizesse não gostar do livro.


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