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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Cinco filmes para o Oscar da minha vida


Fiquei pensando muito para fazer uma lista com cinco filmes do Oscar da minha vida, um dos temas do Rotaroots de fevereiro. Sabia que tinha que fazer este post, já que sou uma completa apaixonada por cinema. Só que não foi fácil. Tantos filmes me marcaram e por motivos tão particulares, acaba ficando complicado escolher apenas cinco. E alguns mereciam estar aqui apenas por serem tão, mas tão bons, que deveriam fazer parte de qualquer lista.


Bom, aí estão os cinco finalistas do Oscar da minha vida. É bom lembrar que vários filmes maravilhosos e que amo não estão na lista, como os do Hitchcock, porque tem mais a ver com a minha vida que com o peso cinematográfico deles. Se bem que todos os escolhidos são boas obras cinematográficas.



- Dogville

Dogville é um filme fantástico, por conta disso não faltariam motivos para indicá-lo à categoria de melhor filme. Mas o que o torna especial e o coloca na lista do Oscar da minha vida é a maneira como o vi pela primeira vez, em uma aula de teatro, para observar os pontos teatrais do obra do Lars Von Trier. Lembro de como fiquei maravilhada ao assistir um filme onde o cenário parece um palco, onde os desenhos, a sonoplastia e os próprios atores dão vida à portas, animais e tantas outras coisas.



- E o vento levou...

Cresci ouvindo a minha mãe – uma apaixonada por cinema como eu – me contando a história de “E o vento levou...”, filme que ela sempre amou. Sabia a história de Scarlett e Rhett praticamente de cor. Sabia a opinião da minha mãe sobre o filme de cor. Talvez por conta disso, acabei demorando anos para assisti-lo. Só que quando finalmente parei para ver não estava preparada para as emoções que tomaram conta de mim. Jamais chorei tanto assistindo a um filme. E nunca praticamente quatro horas passaram tão rápido. Ainda lembro da minha mãe rindo do tanto que eu chorei (ela assistiu junto comigo). Já revi o filme algumas vezes e ainda continuo achando uma das melhores películas já produzidas. E a Scarlett uma das personagens mais maravilhosas do cinema, talvez por conta dos seus inúmeros defeitos. E o vento levou... sempre será um dos meus amores e sempre lembrarei o quanto ele é importante dentro do meu relacionamento com a minha mãe.



- Antes do Amanhecer

Assisti a este filme quando ele foi lançado, em 1995. Eu ainda era uma criança e lembro que achei lindinho, mas fiquei com uma sensação de tristeza ao acabar de vê-lo. Anos depois resolvi que iria rever o filme. Eu estava mais ou menos com a idade da protagonista e foi como uma revelação. Como eu me identificava com aqueles personagens. Seus medos, desejos, dúvidas com relação à vida. Como eu amei aqueles diálogos. E como fiquei encantada com a maneira poética que o filme termina. Sempre quis na vida um momento mágico como o que Celine e Jesse viveram.



- Meia-Noite em Paris

Se você me conhece deve saber do meu amor pelo Woody Allen, já que eu saturo as pessoas falando dos filmes dele. Então eu tinha que colocar algum filme do diretor por aqui. Vale lembrar que o Woody é uma grande inspiração na minha vida artística. Adoro a maneira que ele escreve, os diálogos dos seus filmes, a forma como ele é despreocupado com Hollywood, e seu amor pelos filmes franceses. Em Meia-Noite em Paris ele consegue concentrar em um só filme várias coisas que eu amo: Paris, os anos 20, jazz, os surrealistas, escritores incríveis e que influenciaram muito a literatura. Não tem como amar mais.



- Les Chansons D’amour

Um dos filmes que mais assisti na vida e que amo simplesmente porque acho bonito. Adoro a trilha sonora, a fotografia, a paleta de cores, os figurinos, as interpretações. Adoro porque é musical, porque tem o Louis Garrel, porque têm influências do filme “Os Guarda-Chuvas do Amor”. Adoro até as falhas, já que o roteiro poderia ser mais aprofundado. Amo porque termino pensando na frase “Ame-me menos, mas ame-me por muito tempo”. Amo e ponto final.






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