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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Assassinatos na rua Morgue e outras histórias, Edgar Allan Poe

Autor(a): Edgar Allan Poe 
Páginas: 160 
ISBN: 9788525411310 
Editora: L&PM Pocket


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skoob

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Assassinatos na rua Morgue e outras histórias é um “agrupamento” de seis contos, dentre eles O Gato Preto (que eu acho bastante injusto com todos os gatos pretos do mundo) e o próprio Assassinatos na rua Morgue, que, lendo sobre o autor e esta obra em particular num texto a parte do livro, descubro ter sido o personagem principal dele quem influenciou o nossos queridos sir Arthur Conan Doyole e Agatha Christie (além de vários outros autores de romance policial); de fato, pude facilmente visualizar o inglês Sherlock de Doyole no lugar do francês Dupin de Poe.


Todavia, o conto que mais me chamou atenção foi Hop-Frog ou Os oitos orangotangos acorrentados. Nossa, esse conto me deixou espantada! Um anão que trama a morte de seu monarca e seus sete ministros, da forma mais agonizante possível: presos uns aos outros numa fantasia altamente inflamável. De algum modo me lembrou uma história que foi bastante contada aqui em Recife, a história da Monga (uma mulher macaco).

Um livro curto, de boa leitura e com uma certa linearidade que me agradou bastante; começa com o conto O Demônio da Perversidade (o qual acho difícil alguém não se identificar). Passando por "Hop Frog", o "Caso do Mr. Valdemar", "O Gato preto" e, seu penúltimo conto, "Nunca Aposte sua Cabeça com o Diabo" – que eu achei macabro, mas ei, estou lendo Edgar Allan Poe, como poderia não ser macabro? – faz uma alusão clara ao Demônio da Perversidade (este foi outro conto que apesar de você prever de modo certeiro o fim, ele consegue lhe chocar). "Assassinatos na rua Morgue" é o último e maior conto deste livro, fala sobre o assassinato de mãe e filha dentro de sua casa, na rua Morgue; caso que foi resolvido pelo – não policial e não detetive – Monsieur Auguste Dupin e sua “ciência da dedução” (peguei o termo emprestado do mais que conhecido Sherlock, mesmo que tenha vindo depois de Dupin). Não, não vou contar o final, não quero que a graça se perca! Mas ele difere bastante dos outros cinco contos, é menos macabro e mais “policial”.

Já havia lido outros contos de Poe, minha tia tinha um livro antigo, grosso, cheio de contos dele, não cheguei a ler todo – meu profundo pesar – e ele sumiu, assim simplesmente, da casa da minha tia (ele vivia na estante e de repente não estava mais lá). Me pergunto se esse sumiço não daria um conto pro Poe...

E sim, gostei bastante do que li.

A resenha faz parte do 2015 Reading Challenge  se encaixa na categoria "Um Livro de Contos". 

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