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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Masters of Sex


Histórias baseadas em pessoas e fatos reais estão em alta na TV americana. Reign, Vikings, os casos de The Newsroom, Behind the Candelabra são apenas alguns títulos. A quantidade de telefilmes, minisséries e seriados que utilizam fatos e personagens que não saíram da mente de algum roteirista criativo é grande. Masters of Sex é uma das melhores criações que se utilizam das histórias de seres humanos interessantes para fazer entretenimento.

A série do canal Showtime foi inspirada na biografia escrita por Thomas Maier, contando a vida do casal William Masters e Virginia Johnson, dois pesquisadores que estudaram a sexualidade humana e fizeram disso um objetivo de vida. Só que imagine estudar os comportamentos sexuais nos anos 50 e 60? Com certeza não foi fácil.

Masters of Sex poderia ser uma série apenas sobre sexo, só que apesar de ter bastante sexo e em alguns momentos ele ser bastante gráfico, mesmo não sendo gratuito e nem sempre visualmente bonito, é muito mais do que isso. É uma história sobre intimidade e sobre os relacionamentos humanos. Em 60 minutos de episódio poucos seriados da atualidade conseguem tratar de tantas complexidades humanas sem escancarar tudo para o público, deixando que cada espectador interprete pouco a pouco as nuances de cada trama, de cada personagem.

Com uma boa direção de arte, que recria bem os anos 50 e 60, um bom figurino e uma boa maquiagem, não é uma série com fotografia cheia de planos diferentes, mas ainda assim tem uma fotografia competente. E apesar de toda a competência técnica, sua maior qualidade está na dupla roteiro + elenco. É impressionante como os roteiristas não têm medo de recriar seus próprios padrões de escrita, modificar aquilo que aparentemente é marca registrada da série, de arriscar. Em menos de duas temporadas a série conseguiu diversificar mais do que se poderia imaginar. E fez isso com competência.

Os personagens são tão tridimensionais que de um episódio para outro você muda de opinião sobre eles, porque são complexos; não são pessoas boas ou más, são humanos que fazem coisas questionáveis e muitas vezes ruins, mas no final do dia são capazes de ajudar outras pessoas sem motivos aparentes. 

Os atores vêm recebendo elogios e merecem cada um deles. É impressionante a maneira como mostram seus variados sentimentos, inclusive os contraditórios, em uma única cena. São interpretações ao mesmo tempo tão fortes e com um nível de sutileza que conseguem inspirar quem ama a arte de representar.

É um seriado capaz de agradar muitas pessoas, principalmente aquelas que gostam de histórias que discutem temas fortes, sérios e polêmicos, e as que não conseguem deixar de ver grandes interpretações. Considerada uma das melhores estreias do ano passado e na atual temporada sendo bastante elogiada pela crítica e pelo público, é uma série que merece ser vista.

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