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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Thor: o mundo sombrio


Após assistir ao filme Thor 2, minha mente ficou cheia de ideias e passei o filme me perguntando como um filme sobre super herói podia me fazer pensar em tanta coisa. Ou seja, tudo aqui no texto é minha opinião e meu olhar de espectadora. 

Antes de tudo gostaria de iniciar o texto falando sobre o mocinho e o vilão: eles são irmãos e esteticamente falando eles são representados pela dualidade do claro e escuro que representa o bem e o mal, grupo que já existia lá na tragédia grega. Para um autor de um texto que li na graduação (Marcos Berstein) o branco, na tragédia grega, representa vida, amor (Eros), além da construção, da criatividade, reconhecimento e a gratidão. E o preto representa a morte (Tánatos), o ódio, destrutividade, inveja e ingratidão; ou seja, o mal.

Isso está bem característico nos irmãos Loki e Thor. O vilão, Loki, rei dos truques, que possui uma pele extremamente banca com cabelos muito negros e a roupa escura, vive com inveja do irmão, que será o sucessor de Odin; além de viver com ódio achando que é inferior e que nunca foi amado (com exceção da mãe, que no filme é a única pessoa que ele ama, mas isso fica para o próximo tópico). 

Já o mocinho, Thor, é o loiro, forte, com uma pele reluzente, brilhante, com sua capa de cor vermelha, além de forte (quando tira a camisa todas as menininhas gritam ensandecidas), másculo, super apaixonado por uma mortal e filho exemplar.

A partir desta descrição, já podemos ver aí que existe uma cultura forte desde a época dos gregos de se utilizar da dualidade de cores para representar o bem e o mal. Você pode ficar pensando que já sabia disso, mas, creia, tem gente que se surpreendeu por não ter percebido isso.

Pelo que percebi, muitas pessoas preferem o vilão e acham que o filme não seria o mesmo sem ele, mas porque isso ocorre? Será que é pelo fato dele ser o vilão e ir de encontro a questões éticas que passamos nossa vida tentando seguir? Ou será que é justamente por isso que já vi muitas pessoas perdidas de amores pelo vilão em minhas rodas de conversa e redes sociais? Justamente um representante de todas as coisas que um dia desejamos fazer e não pudemos?

Sinceramente, não sei responder, mas ainda continuo achando muito interessante o fato de muitos vilões aparecerem mais, e muitas vezes serem mais interessantes e mais cultuados no lugar dos mocinhos (que dão nome ao filme). Não sei se é algo que fizeram de proposito e não sei qual o ponto que eles querem chegar com isso, mas o que acho que o mal é para muitos de nós muito mais interessante.

Por falar no vilão, volto a uma coisa que eu disse lá em cima, que ele é apaixonado pela mãe e quer roubar o trono do pai. Algo familiar? Complexo de Édipo? Provavelmente. Já que este complexo é que caracteriza a diferenciação do sujeito em relação aos pais e é quando as crianças percebem que seus pais possuem outras coisas a fazer e que ele não é o centro do mundo, como achava. Junto a isso, ele (o garoto, qualquer garoto, não necessariamente Loki) percebe que a mãe não pertence a ele e sim ao pai e começa a dirigir sentimentos hostis a ele. Mas ainda sim ele ama a figura deste pai e tem vontade de ser forte como ele, mas ao mesmo tempo morre ciúme por não possuir a mãe, nutrindo um ódio pelo seu pai.

Outra coisa que inicialmente passou despercebido, mas que depois me peguei pensando sobre: há um momento, que Thor volta a Terra e sua amada, pelo que parece, não ficou muito feliz pelo seu sumiço, e antes mesmo que ele diga alguma coisa, ela dá duas tapas na cara dele. Neste momento algumas (para não dizer várias) pessoas da sala aplaudiram tal fato, como se isso fosse algo a se fazer nesta situação. Se fosse ele (independente de ser um deus) que desse um tapa na cara dela, iam querer enquadrar ele na lei Maria da Penha, mesmo que ela tivesse feito a coisa mais errada de todos os universos. Mas ele?! Ele merece levar umas tapas, mesmo que não tivesse feito lá grande coisa. E não para por ai, após a explicação dos seus motivos a agressora simplesmente fez um muxoxo e fica por isso mesmo, sem nem um pedido de desculpa. 

Por fim, mas não menos importante, durante o filme há uma guerra que se passa entre os asgardianos e os elfos negros (haueyage ojaeohidh l). Eu sei que pode parecer muita viagem, mas os asgardianos são um povo que fala inglês e tem como seu líder um rei, e os elfos negros (negros, escuros, talvez por isso representariam o mal?), são pessoas muito loiras, falam uma língua muito parecida com o alemão e o seu povo são todos com faces iguais, típicos de países totalitários como a Rússia e Alemanha na época da guerra. Não sei se foi proposital, mas me pareceu muito com a segunda guerra mundial em que houve uma rixa entre EUA e Alemanha.

Bem, essas foram algumas das principais ideias que eu vi no filme e que achei mais interessante de colocar aqui no post e dividir com vocês, espero que gostem e qualquer dúvida ou dica, é só dividir com a gente. 

Até a próxima.


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